0 Síndrome de Asperger (SA) é uma perturbação global do desenvolvimento que faz parte do espectro autista. As principais dificuldades do autismo e SA são as mesmas, sendo que no SA estas manisfestam-se de forma mais ligeira e normalmente sem défice cognitivo. Segundo Costa(1997), o autismo clássico refere-se a indivíduos com um conjunto bastante definido de sinais e sintomas fáceis de diagnosticar. Por outro lado, o SA refere-se aqueles que constituem excepções apresentando inteligencia normal ou quase normal e um funcionamento bastante mais adequado do que o autismo clássico.
O Síndrome de Asperger é, então, definida como uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações na interação social, na comunicação e no comportamento, estando classificada num subgrupo do espectro de autismo.
Em Portugal, estima-se que o numero de crianças afetadas ronde os 40 mil, verificando-se uma maior prevalência no sexo masculino - cerca de 5 rapazes para 1 rapariga.
Principais características do síndrome de Asperger:
- Ausência de empatia, não por incapacidade mas por dificuldade em expressar sentimentos;
- Interação inadequada;
- Capacidade reduzida (ou mesmo ausente) para estabelecer amizades;
- Discurso muito formal e repetitivo (muitas das vezes fora do contexto);
- Comunicação não verbal pobre (poucas expressões faciais);
- Interesse e atividades restritivas;
- Fraca coordenação motora e posturas corporais estranhas ou desajeitadas.
Perfil característico das competências linguísticas:
- O padrão inclui frequentemente um atraso ligeiro no início da fala;
- Contato ocular reduzido;
- Discurso pouco coeso;
- Dificuldades em iniciar e manter turnos e tópicos na conversação;
- Erros de pragmática (forma como a linguagem é utilizada);
- O vocabulário tende a ser fluente e avançado, a escolha de palavras invulgar e o discurso algo “pomposo” ou formal;
- Alterações de prosódia, como entoação exagerada velocidade de discurso aumentada, altura tonal muitas vezes exagerada e sensação de voz robotizada;
- Podem utilizar incorretamente os pronomes pessoais ou, por exemplo, usar o nome próprio em vez de eu ou tu;
- Alterações na compreensão, incluindo interpretações literais (duplos sentidos, metáforas);
- Verbalização de pensamentos (o constante pensar em voz alta);
- Discurso com muitas ecolálicas (repetição de palavras e sons que a criança tenha ouvido recentemente ou bastante tempo atrás);
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