Bem - Vindo ao Meu Espaço
Olá a todos!
Sou terapeuta da fala desde 2008 e desde então que exerço o que para mim é a melhor profissão do mundo!
Trabalho em diferentes contextos:
🏡Domiciliar (grande Porto);
💻Sessões por videochamada;
🏣Clínica;
Sou uma profissional em constante formação. Sou mestre em psicopatologia da comunicação e linguagem, pós-graduada em comunicação, linguagem e fala e formada nos 3 níveis de processamento auditivo central. Além disso, participo em várias formações de curta duração nas temáticas da linguagem oral e escrita, em perturbações dos sons da fala e autismo.
A minha grande paixão é a área da linguagem oral e escrita e por isso participo regularmente em formações para educadoras de infância e professores do 1º ciclo.
Neste blog poderá consultar os principais sinais que poderão requerer uma intervenção profissional, bem como os métodos e soluções atualmente utilizadas no âmbito da Terapia da Fala.
Se tiver alguma dúvida ou desejar marcar uma consulta de avaliação, não hesite em contactar-me. 📩
sexta-feira, 14 de março de 2014
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Cancro de laringe- Tratamento
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Voz dos professores e factores ambientais
- Incentivar as crianças e os outros professores a falarem com uma voz normal e não gritarem;
- Minimizar os ruídos fechando portas e janelas que estejam virados para o recreio ou corredores com barulhos de vozes ou máquinas;
- Colocarem na sala algum mobiliário para que não exista tanto eco;
- Retirar cortinas grossas e tapetes da sala de aula pois estes abafam a voz;
- Colocar os alunos mais barulhentos na parte da frente da sala;
- Locomover-se pela sala de aula, para assim poder ser ouvido mais facilmente, evitando falar mais alto quando os alunos estiverem inquietos;
- Não falar virado para o quadro para não abafar o som;
- Modifique os ruídos do ambiente desligando ou reduzindo as rotações do ventilador quando não estiver tanto calor;
- Procure controlar os ruídos de conversa dos alunos sem gritar . O grito não impõe respeito, só demonstra que o professor perdeu a paciência, alem de provocar um enorme desgaste vocal, com atrito intenso das cordas vocais;
- Estabeleça alguns sinais de alerta ( como bater palmas, utilizar um apito ou bater com algum objecto sobre a mesa) para calar a turma. Ou fique em silencio de forma a chamar a atenção aos alunos de uma forma indirecta;
- Dispor os alunos de uma forma mais agrupada, colocar os alunos que fazem mais barulho na parte dianteira da sala de aula;
- Quando as salas são muito grandes e com muitos alunos é conveniente o uso de um microfone para ajudar a projectar a voz mais facilmente;
- Organizar actividades onde falar não é envolvido como ouvir música e usar gravações e vídeos sempre que for possível;
- Os professores devem ter aulas de colocação de voz;
terça-feira, 16 de abril de 2013
Como seria a a vida sem voz??
Produção da voz
Como hoje (dia 16 de Abril) é o dia mundial da voz, esta semana vou dedicar os meus post a esta temática.
A voz é um processo bio-mecanico e psico-emocional usado por todos os indivíduos para trocar informações, ideias, sentimentos e que nos caracteriza como seres únicos, já que reflecte a idade, género, raça, personalidade e estado emocional de cada um.
- Harmonia muscular;
- Voz produzida sem esforço;
- Voz produzida sem qualquer tipo de desconforto;
- Agradável ao receptor;
- Intensidade, tom e timbre que identificam o falante relativamente à idade e género;
- Transmite a mensagem emocional do discurso;
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Sugestões para melhorar a comunicação nos doentes de Parkinson
Para o doente
- Coordene a respiração coma a voz;
- Tente falar alto;
- Procure articular melhor as palavras;
- Cante;
- Ria;
- Faça exercícios com com a língua, lábios e queixo;
- Faça caretas em frente ao espelho;
- Postura adequada: procure falar de frente para a pessoa;
- A expressão facial ajuda a transmitir a mensagem: mantenha a cabeça erguida sem esticar demais o pescoço, mantenha as costas direitas e ombros não devem ficar arqueados para a frente;
- Converse diariamente;
- Leia em voz alta diariamente durante 3-5 minutos mantendo uma boa coordenação respiração/voz;
- Use métodos alternativos de comunicação se necessários;
- Diariamente, descanse o quanto necessita e sempre que esteja cansado;
- Beba muita água,
- Evite pigarrear;,
- Os exercícios devem ser diários;
- Tenha disponibilidade e seja tolerante, porque a fala é lenta e requer um grande esforço. Mostre à pessoa que lhe dá tempo para dizer o que quer;
- Se não compreender o que ele diz, não faça que está a perceber;
- Não peça para a pessoa dizer frases complicadas e compridas, porque cansam as pessoas com disartria;
- O ambiente deve estar sossegado;
- Não fale ao mesmo tempo nem a interrompa;
- Repita a parte da mensagem que conseguiu perceber para que a pessoa não tenha que repetir tudo outra vez;
- Não tenha receio de pedir que uma mensagem seja repetida. Se necessário peça uma palavra de cada vez, ou a pessoa lhe diga as letras de uma dada palavra;
- Ria e dê boas gargalhadas em conjunto com a pessoa com doença de Parkinson;
sexta-feira, 12 de abril de 2013
A Terapia da Fala na doença de Parkinson
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Cuidados a ter com a voz
Evite:
• Tossir ou pigarrear;
• Gritar ou falar muito alto;
• Utilizar frases muito extensas que possam alterar o ciclo respiratório normal;
• Cantar para além dos seus limites vocais;
• Posturas incorrectas, roupas apertadas e sapatos de salto muito alto;
• Fumar ou frequentar ambientes com muito fumo;
• Bebidas alcoólicas, gaseificadas ou com muita cafeína, bem como alimentos ou comidas muito quentes ou muito frias.
Soluções:
• Beba água quando lhe apetecer pigarrear e certifique-se que as suas pregas vocais estão bem hidratadas bebendo pelo menos 1,5l de água por dia;
• Aproxime-se das pessoas quando lhes quer falar, tente usar métodos alternativos à voz para chamar a atenção (gestos, bater palmas,…);
• Utilize frases curtas e fale lentamente, realizando pausas para inspirar;
• Consulte um professor de canto e/ou técnica vocal;
• Use roupas que não lhe prendam os movimentos, sapatos não muito altos (idealmente, sem salto) e adopte posturas que permitam o equilíbrio e uma boa respiração;
• O fumo do cigarro é irritante às mucosas do tracto vocal, provocando desidratação e alterações na sua estrutura;
domingo, 20 de janeiro de 2013
o que é a disfagia???
A deglutição pode ser definida como o ato de engolir. Um processo que deve satisfazer os requisitos nutricionais através de mecanismos fisiológicos capazes de obter o alimento, ingeri-los e assimilá-los.
Os músculos faciais, linguais, mastigatórios, faríngeos, esofágicos e respiratórios participam na deglutição.
Problemas de deglutição/disfagia
A disfagia é a alteração da deglutição que aparece devido a uma doença de base ou a uma cirurgia. Esta dificuldade para deglutir pode afectar qualquer parte do tracto da deglutição desde a boca até ao estômago.
São várias as causas que originam a disfagia: paralisia cerebral, traumatismo crânio encefálico, acidente vascular cerebral (AVC), cancro de laringe, trauma medular, tumor cerebral, síndromes, HIV, encefalopatia, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, miastenia grave, infecções congénitas, demência, alzheimer, parkinson, paralisia de cordas-vocais, distrofias neuro-musculares, quadros psiquiátricos, cirurgias de tiróide, pescoço e coluna, bebés prematuras e o próprio processo de envelhecimento entre outras causas.
Em alguns casos a disfagia pode ser transitória como, por exemplo, numa situação de próteses dentárias mal adaptadas, ou em fase de recuperação pós cirúrgica.
O diagnóstico e tratamento precoce é essencial para evitar complicações respiratórias e nutricionais.
Sinais de alerta
Se algumas das situações descritas ocorrer com frequência deverá consultar um médico otorrinolaringologista e mais tarde se necessário um Terapeuta da Fala.
• Engasgos frequentes com a comida ou saliva;
• Dor ao engolir;
• Alimentação muito lenta;
• Restos de alimentos na boca após as refeições;
• Perda súbita de peso;
• Preferência por alimentos pastosos;
• Recusa de alimento;
• Pneumonias repetidas num curto espaço de tempo;
Deve-se estar mais atento a estes sinais em pessoas que sofram de alguma doença neurológica, após cirurgias ao pescoço e em pessoas de idade ou que tenha sofrido um AVC.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Refluxo laringo-faringeo
Como hoje é o dia mundial da alimentação, resolvi escrever um pouco sobre uma patologia que afeta a voz de muitas pessoas que é o refluxo laringo-faringeo. Este problema pode ser minorado com pequenas alterações na alimentação.
O refluxo gastro-esofágico (RGE) e o refluxo laringo-faringeo (RLF) são patologias decorrentes de uma falha anatómica e/ou funcional dos mecanismos de contenção do conteúdo gástrico no estômago.
No refluxo gastro-esofágico o ácido do estômago (ácido clorídrico) passa para dentro do esófago e nesse caso o paciente sente principalmente azia. Na endoscopia é possível verificar alterações no esófago que permitem diagnosticar o RGE.
No refluxo laringo-faringeo (RLF) o conteúdo do estômago sobe até á laringe e faringe., provocanndo lesões na sua mucosa. Assim, podemos ter doença do refluxo faringo-laríngeo, sem ter os sintomas clássicos do refluxo e sem haver alteração nos exames de endoscopia. Esta laringite de refluxo manifesta-se por rouquidão, sensação de corpo estranho ou muco na garganta, tosse, pigarreio e cansaço vocal.
O diagnóstico é feito através de uma consulta de O.R.L com laringóscopia, sendo por vezes necessários outros exames. O tratamento passa por modificações no estilo de vida e na dieta e por vezes sessões de Terapia da fala ou tratamento farmacológico.
Estratégias para evitar o refluxo:
• Fazer mais refeições ao dia;
• Evitar fazer esforço ou deitar duas horas após a refeição;
• Dieta rica em fibras;
• Elevar a cabeceira da cama 15 cm;
• Diminuir o nível de stress;
• Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, muito condimentados e fritos;
• Não fumar;
• Evitar o consumo de álcool e alimentos com cafeína (chá, café, chocolate…)
• Evitar bebidas gaseificadas;
• Evitar alimentos muito ácidos (laranja, tomate, limão…);
• Caminhar após as refeições;
Se sentir rouquidão, dor a engolir, sensação de corpo estranho na garganta, tosse ou cansaço vocal deve consultar um médico O.R.L (otorrino).
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