Bem - Vindo ao Meu Espaço

Olá a todos!

Sou terapeuta da fala desde 2008 e desde então que exerço o que para mim é a melhor profissão do mundo!

Trabalho em diferentes contextos:

🏡Domiciliar (grande Porto);

💻Sessões por videochamada;

🏣Clínica;

Sou uma profissional em constante formação. Sou mestre em psicopatologia da comunicação e linguagem, pós-graduada em comunicação, linguagem e fala e formada nos 3 níveis de processamento auditivo central. Além disso, participo em várias formações de curta duração nas temáticas da linguagem oral e escrita, em perturbações dos sons da fala e autismo.

A minha grande paixão é a área da linguagem oral e escrita e por isso participo regularmente em formações para educadoras de infância e professores do 1º ciclo.

Neste blog poderá consultar os principais sinais que poderão requerer uma intervenção profissional, bem como os métodos e soluções atualmente utilizadas no âmbito da Terapia da Fala.

Se tiver alguma dúvida ou desejar marcar uma consulta de avaliação, não hesite em contactar-me. 📩

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Cancro de laringe- Tratamento



O tratamento desta patologia pode ser feito de diversas formas, variando de caso para caso de acordo com vários factores .
Assim, poderão surgir três modalidades que, de uma forma isolada ou combinada, contribuem na luta contra a expansão do tumor: Cirurgia, radioterapia e quimioterapia. 

Cirurgia
O tratamento cirúrgico indicado para o cancro da laringe é a laringectomia, na qual todo ou parte deste órgão é removido.

No primeiro caso a cirurgia denomina-se laringectomia total, enquanto que o segundo se refere às laringectomias parciais.

Laringectomia total
O procedimento de laringectomia total implica a remoção de toda a estrutura cartilagínea da laringe, músculos e outras estruturas nela contidas (Pinho, 2001). Em decorrência da remoção da laringe a traqueia passa a ser suturada definitivamente ao pescoço, diminuindo o tracto respiratório (começa na traqueia e não no nariz). Desta forma, passam a existir, no pescoço, apenas as estruturas referentes ao aparelho digestivo: hipofaringe e esófago (ambos dissociados das estruturas da respiração) (Pinho, 2001). O paciente necessita de ter um contacto directo entre o ar exterior e a traqueia para respirar, assim o cirurgião cria uma abertura permanente designada por traqueostoma ( Thomas & Keith, 2005).
A remoção total da laringe implica a independência das vias aérea e digestiva. Assim, após a laringectomia, há uma modificação dos caminhos de condução do ar e da alimentação: a inspiração do ar passa a ser feita pelo traqueostoma.

Os aparelhos respiratório e digestivo tornam-se separados e independentes.


Principais alterações após laringectomia total: 



Fisiológicas:
- alteração da via respiratória;
- traqueostomia permanente;
- afonia (deixar de ter voz)
- diminuição do olfato e paladar
- diminuição da atividade motora do ombro, braço e pescoço.
 Psicossociais: 
- alteração da auto estima
- alteração da imagem corporal
- alteração da comunicação - alteração das atividades sociais.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Voz dos professores e factores ambientais



A voz em determinadas profissões (cantores, actores, padres, advogados, juízes, jornalistas, locutores de rádio, operadores de telemarketing, , políticos, professores e.t.c) representa um dos principais instrumentos de trabalho, e, neste caso, torna-se fundamental ter o conhecimento sobre a produção vocal bem como sobre os cuidados necessários para manter uma voz saudável. Dentro destas profissões estão os professores.

Sabe-se da grande incidência de alterações vocais em professores, que, muitas vezes, interferem na prática diária de transmitir os conteúdos através da voz. A causa de tais alterações, na maioria das vezes, está relacionada com o mau uso e/ou abuso vocal. Os professores têm um grande uso vocal e utilizam-se da voz durante toda a época de trabalho sem ter o conhecimento de como produzir uma voz sem esforço e de maneira eficaz. Comportamentos abu­sivos como falar durante muito tempo, falar alto para superar o ruído da sala de aula, numa postura inadequada, com voz abafada, presa na garganta, utilizando um padrão respiratório inadequado, e hábitos inadequados como ingestão de pouco liquido, uso de pastilhas para a garganta, etc., são características frequentemente encontradas entre os professores e que levam ao aparecimento de disfonias funcionais. Logo, é necessário que estes sejam orientados e treinados para uma prática vocal adequada que os possibilite transmitir a mensagem sem que haja desconforto ou esforço vocal. As orientações dizem respeito aos hábitos de higiene vocal que promovem o conhecimento de con­dutas vocais preventivas de maneira a evitar o surgimento da disfonia.

Os professores que mesmo sentindo sinais de cansaço vocal, continuam a leccionar e a forçar excessivamente a voz sem tomarem nenhuma precaução acabam por desgastar ainda mais a sua voz chegando algumas vezes a afonias, isto é perda total da voz, o que pode levar à finalização precoce da carreira.

Os principais sintomas vocais que sinalizam um problema de voz em professores são: cansaço e esforço a falar, falhas na voz ao final do dia ou da semana, rouquidão, pigarro, voz mais grave e perda dos tons agudos, ardência ou secura na garganta, dor ao falar, sensação de garganta arranhada, falta de volume e projecção, pouca resistência ao falar…

São inúmeras as causas e factores relacionados com o aparecimento da disfonia em professores tais como: factores físicos e ambientais, uso incorrecto da voz factores psicoemocionais, factores intrínsecos, hábitos vocais inadequados e.t.c. Muitos destes factores podem ser alterados pelos professores mas para isso é necessário que estes estejam alertados para esta problemática.

Só recentemente os factores ambientais estão a ser valorizados como um elemento importante na saúde vocal dos professores. Embora no passado o foco de intervenção fosse o professor e a técnica vocal, na última década foi se reconhecendo que há aspectos que dependem do professor na sala de aula, da sua técnica ou da sua personalidade (aspectos esses, muitas vezes, os principais responsáveis por um problema vocal). Há aspectos relacionados sobretudo ao ambiente no qual a actividade lectiva se desenvolve. Eles são inúmeros e incluem desde o projecto arquitectónico da sala de aula, os materiais utilizados na construção até a disposição das salas de aula e o espaço para circulação.

Os ruídos externos (barulho do recreio, dos corredores, das outras salas de aulas ou da rua) e internos (ventiladores, ranger de carteiras, crianças barulhentas) é o factor ambiental mais preponderante para o aparecimento de desgaste vocal. Estes devem ser observados e minimizados quando interferirem no uso equilibrado da altura da voz do professor, ou seja quando o professor falar mais alto para sobrepor a sua voz aos ruídos existentes na sala para que os alunos o possam ouvir convenientemente. Deve-se tentar minimizar esses problemas para que o professor não tenha a necessidade de competir com os outros sons, assim este não irão precisar de falar alto e não esforçam tanto a sua voz.

Também se tem que ter em conta as diferentes realidades da sala de aula. Pois os problemas ambientais e o uso que os professores fazem da voz não são iguais em todo o tipo de professores. Existe uma grande diferença entre os educadores de infância, os professores primários, os professores do básico e secundário, os professores universitários e os professores de educação física. Todos estes educadores trabalham em condições bastante diferentes e com alunos diferentes o que influencia os problemas que estes têm e a melhor forma de os resolver. Mesmo do mesmo tipo de ensino também se tem quer ter em conta se o professor lecciona numa escola antiga ou moderna pois as condições acústicas são diferentes.

Algumas das fontes de barulhos mencionadas em cima podem tentar ser combatidas pelos professores. Quando as escolas têm uma má acústica vai acontecer que o ruído das salas ao lado vai incomodar o professor e também os alunos. Assim os professores tendem a utilizar comportamentos vocais errados como falar alto, gritar e a utilização de uma voz mais estridente para que a sua voz consiga superar os ruídos externos. Em vez disto os professores devem utilizar outras estratégias:

  • Incentivar as crianças e os outros professores a falarem com uma voz normal e não gritarem;
  • Minimizar os ruídos fechando portas e janelas que estejam virados para o recreio ou corredores com barulhos de vozes ou máquinas;
  • Colocarem na sala algum mobiliário para que não exista tanto eco;
  • Retirar cortinas grossas e tapetes da sala de aula pois estes abafam a voz;
  • Colocar os alunos mais barulhentos na parte da frente da sala;
  • Locomover-se pela sala de aula, para assim poder ser ouvido mais facilmente, evitando falar mais alto quando os alunos estiverem inquietos;
  • Não falar virado para o quadro para não abafar o som;
  • Modifique os ruídos do ambiente desligando ou reduzindo as rotações do ventilador quando não estiver tanto calor;
  • Procure controlar os ruídos de conversa dos alunos sem gritar . O grito não impõe respeito, só demonstra que   o professor perdeu a paciência, alem de provocar um enorme desgaste vocal, com atrito intenso das cordas vocais;
  • Estabeleça alguns sinais de alerta ( como bater palmas, utilizar um apito ou bater com algum objecto sobre a mesa)  para calar a turma. Ou fique em silencio de forma a chamar a atenção aos alunos de uma forma indirecta;
  • Dispor os alunos de uma forma mais agrupada, colocar os alunos que fazem mais barulho na parte dianteira da sala de aula;
  • Quando as salas são muito grandes e com muitos alunos é conveniente o uso de um microfone para ajudar a projectar a voz mais facilmente;
  • Organizar  actividades onde falar não é envolvido como ouvir música e usar gravações e vídeos sempre que for possível;
  • Os professores devem ter aulas de colocação de voz;


terça-feira, 16 de abril de 2013

Como seria a a vida sem voz??

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Voz a Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala reuniu o testemunho de várias figuras públicas acerca da importância e dos cuidados com a VOZ. Neste 11º aniversário, o dia 16 de Abril é mais uma vez o dia em que a sensibilização para os cuidados e importância da voz são mais evidenciados.



Produção da voz



Como hoje (dia 16 de Abril) é o dia mundial da voz, esta semana vou dedicar os meus post a esta temática. 

A voz é um processo bio-mecanico e psico-emocional usado por todos os indivíduos para trocar informações, ideias, sentimentos e que nos caracteriza como seres únicos, já que reflecte a idade, género, raça, personalidade e estado emocional de cada um. 

 A produção de som pelos seres humanos, e já que não possuímos nenhum aparelho exclusivamente destinado a esse fim, envolve a acção de vários órgãos que, em conjunto, tornam possível a obtenção de sons.

A produção do som resulta, basicamente, da passagem do ar pela laringe, onde se situam as cordas vocais. A laringe situa-se na parte mediana do pescoço e é composta por três anéis de cartilagem, dentro dos quais estão as cordas vocais.A laringe possui uma grande mobilidade, podendo assumir vários movimentos, consoante o tipo de som que é emitido.As cordas ou pregas vocais são pequenos músculos com grande elasticidade. São classificadas em verdadeiras (com cerca de 1 cm nos homens e até 1,5 cm nas mulheres) e falsas. As verdadeiras estão na parte inferior da laringe e as falsas na parte superior. O som da voz normal é produzido pelas verdadeiras e o falsete pelas falsas.

Durante a respiração, o ar inspirado passa pelas cordas vocais que permanecem abertas, enquanto que na expiração, elas fecham, e o ar faz pressão, causando uma vibração que produz o som. Assim, podemos concluir que a voz é produzida durante o processo de respiração.

As pregas vocais fazem um movimento alternado de abrir e fechar, ou seja, quando estamos calados elas estão abertas (momento da respiração) e quando falamos ou cantamos elas ficam fechadas (momento da fonação).

Características da voz normal:

  • Harmonia muscular;
  • Voz produzida sem esforço;
  • Voz produzida sem qualquer tipo de desconforto;
  • Agradável ao receptor;
  • Intensidade, tom e timbre que identificam o falante relativamente à idade e género;
  • Transmite a mensagem emocional do discurso;







segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sugestões para melhorar a comunicação nos doentes de Parkinson


Para o doente

  • Coordene a respiração coma a voz;
  • Tente falar alto;
  • Procure articular melhor as palavras;
  • Cante;
  • Ria;
  • Faça exercícios com com a língua, lábios e queixo;
  • Faça caretas em frente ao espelho;
  • Postura adequada: procure falar de frente para a pessoa;
  • A expressão facial ajuda a transmitir a mensagem: mantenha a cabeça erguida sem esticar demais o pescoço, mantenha as costas direitas e ombros não devem ficar arqueados para a frente;
  • Converse diariamente;
  • Leia em voz alta diariamente durante 3-5 minutos mantendo uma boa coordenação respiração/voz;
  • Use métodos alternativos de comunicação se necessários;
  • Diariamente, descanse o quanto necessita e sempre que esteja cansado;
  • Beba muita água,
  • Evite pigarrear;,
  • Os exercícios devem ser diários; 

Para o familiar/ cuidador
  • Tenha disponibilidade e seja tolerante, porque a fala é lenta e requer um grande esforço. Mostre à pessoa que lhe dá tempo para dizer o que quer;
  • Se não compreender o que ele diz, não faça que está a perceber;
  • Não peça para a pessoa dizer frases complicadas e compridas, porque cansam as pessoas com disartria;
  • O ambiente deve estar sossegado;
  • Não fale ao mesmo tempo nem a interrompa;
  • Repita a parte da mensagem que conseguiu perceber para que a pessoa não tenha que repetir tudo outra vez;
  • Não tenha receio de pedir que uma mensagem seja repetida. Se necessário peça uma palavra de cada vez, ou a pessoa lhe diga as letras de uma dada palavra;
  • Ria e dê boas gargalhadas em conjunto com a pessoa com doença de Parkinson; 
Revista da associação portuguesa de doença de Parkinson

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Terapia da Fala na doença de Parkinson


A intervenção do terapeuta da fala na doença de Parkinson é  uma opção terapêutica na medida em que a fala e a deglutição são capacidades que dependem da acção conjunta de vários músculos. O objetivo geral da terapia é maximizar a comunicação funcional do paciente e a manutenção da inteligibilidade da fala. 

Nestes doentes existem alterações a diferentes níveis: articulação verbal, voz, mastigação, deglutição e motricidade orofacial. 

Na articulação verbal estes pacientes apresentam imprecisões articulatórias, isto é os sons da fala não são executados de uma forma correcta, pois os movimentos dos orgãos da fala não são controlados. O treino articulatório é importante para melhorar as condições funcionais
da musculatura que intervêm na articulação da palavra, contribuindo para melhorar a produção dos fonemas (sons).

Os pacientes com Parkinson apresentam frequentemente uma voz com as seguintes características: soprosa, rouca, monótona, de baixa intensidade e grave. Os objectivos do terapeuta da fala na reabilitação vocal são os seguintes: propiciar uma voz agradável, aumentar a projeção vocal tornando a voz mais audível, controlar o ritmo e entoação. Além disso, a coordenação da respiração também tem um papel fundamental para a melhoria da qualidade vocal. 


Além das alterações de comunicação alguns pacientes manifestam alterações de sucção, mastigação e deglutição. As principais alterações são: lentidão ou dificuldade na mastigação,  escape de saliva (baba), episódios de engasgamento durante a alimentação. 

O trabalho do Terapeuta da Fala nos doentes com Parkinson tem grande importância para estes manterem uma melhor qualidade de vida. Este profissional pode intervir tanto nos problemas de comunicação, como nos de deglutição decorrentes desta patologia. A intervenção nestes doentes é importante que seja realizada de forma precoce, quando ocorrem os primeiros sinal de alterações de comunicação e deglutição. 



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cuidados a ter com a voz



Evite:
• Tossir ou pigarrear;
• Gritar ou falar muito alto;
• Utilizar frases muito extensas que possam alterar o ciclo respiratório normal;
• Cantar para além dos seus limites vocais;
• Posturas incorrectas, roupas apertadas e sapatos de salto muito alto;
• Fumar ou frequentar ambientes com muito fumo;
• Bebidas alcoólicas, gaseificadas ou com muita cafeína, bem como alimentos ou comidas muito quentes ou muito frias.

Soluções:
• Beba água quando lhe apetecer pigarrear e certifique-se que as suas pregas vocais estão bem hidratadas bebendo pelo menos 1,5l de água por dia;
• Aproxime-se das pessoas quando lhes quer falar, tente usar métodos alternativos à voz para chamar a atenção (gestos, bater palmas,…);
• Utilize frases curtas e fale lentamente, realizando pausas para inspirar;
• Consulte um professor de canto e/ou técnica vocal;
• Use roupas que não lhe prendam os movimentos, sapatos não muito altos (idealmente, sem salto) e adopte posturas que permitam o equilíbrio e uma boa respiração;
• O fumo do cigarro é irritante às mucosas do tracto vocal, provocando desidratação e alterações na sua estrutura;

domingo, 20 de janeiro de 2013

o que é a disfagia???


A deglutição pode ser definida como o ato de engolir. Um processo que deve satisfazer os requisitos nutricionais através de mecanismos fisiológicos capazes de obter o alimento, ingeri-los e assimilá-los.
Os músculos faciais, linguais, mastigatórios, faríngeos, esofágicos e respiratórios participam na deglutição.

Problemas de deglutição/disfagia

A disfagia é a alteração da deglutição que aparece devido a uma doença de base ou a uma cirurgia. Esta dificuldade para deglutir pode afectar qualquer parte do tracto da deglutição desde a boca até ao estômago.
São várias as causas que originam a disfagia: paralisia cerebral, traumatismo crânio encefálico, acidente vascular cerebral (AVC), cancro de laringe, trauma medular, tumor cerebral, síndromes, HIV, encefalopatia, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, miastenia grave, infecções congénitas, demência, alzheimer, parkinson, paralisia de cordas-vocais, distrofias neuro-musculares, quadros psiquiátricos, cirurgias de tiróide, pescoço e coluna, bebés prematuras e o próprio processo de envelhecimento entre outras causas.
Em alguns casos a disfagia pode ser transitória como, por exemplo, numa situação de próteses dentárias mal adaptadas, ou em fase de recuperação pós cirúrgica.
O diagnóstico e tratamento precoce é essencial para evitar complicações respiratórias e nutricionais.

Sinais de alerta

Se algumas das situações descritas ocorrer com frequência deverá consultar um médico otorrinolaringologista e mais tarde se necessário um Terapeuta da Fala.


• Engasgos frequentes com a comida ou saliva;
• Dor ao engolir;
• Alimentação muito lenta;
• Restos de alimentos na boca após as refeições;
• Perda súbita de peso;
• Preferência por alimentos pastosos;
• Recusa de alimento;
• Pneumonias repetidas num curto espaço de tempo;


Deve-se estar mais atento a estes sinais em pessoas que sofram de alguma doença neurológica, após cirurgias ao pescoço e em pessoas de idade ou que tenha sofrido um AVC.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Refluxo laringo-faringeo




Como hoje é o dia mundial da alimentação, resolvi escrever um pouco sobre uma patologia que afeta a voz de muitas pessoas que é o refluxo laringo-faringeo. Este problema pode ser minorado com pequenas alterações na alimentação.

O refluxo gastro-esofágico (RGE) e o refluxo laringo-faringeo (RLF) são patologias decorrentes de uma falha anatómica e/ou funcional dos mecanismos de contenção do conteúdo gástrico no estômago.

No refluxo gastro-esofágico o ácido do estômago (ácido clorídrico) passa para dentro do esófago e nesse caso o paciente sente principalmente azia. Na endoscopia é possível verificar alterações no esófago que permitem diagnosticar o RGE.

No refluxo laringo-faringeo (RLF) o conteúdo do estômago sobe até á laringe e faringe., provocanndo lesões na sua mucosa. Assim, podemos ter doença do refluxo faringo-laríngeo, sem ter os sintomas clássicos do refluxo e sem haver alteração nos exames de endoscopia. Esta laringite de refluxo manifesta-se por rouquidão, sensação de corpo estranho ou muco na garganta, tosse, pigarreio e cansaço vocal.

O diagnóstico é feito através de uma consulta de O.R.L com laringóscopia, sendo por vezes necessários outros exames. O tratamento passa por modificações no estilo de vida e na dieta e por vezes sessões de Terapia da fala ou tratamento farmacológico.


Estratégias para evitar o refluxo:

• Fazer mais refeições ao dia;
• Evitar fazer esforço ou deitar duas horas após a refeição;
• Dieta rica em fibras;
• Elevar a cabeceira da cama 15 cm;
• Diminuir o nível de stress;
• Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, muito condimentados e fritos;
• Não fumar;
• Evitar o consumo de álcool e alimentos com cafeína (chá, café, chocolate…)
• Evitar bebidas gaseificadas;
• Evitar alimentos muito ácidos (laranja, tomate, limão…);
• Caminhar após as refeições;

Se sentir rouquidão, dor a engolir, sensação de corpo estranho na garganta, tosse ou cansaço vocal deve consultar um médico O.R.L (otorrino).