Bem - Vindo ao Meu Espaço

Olá a todos!

Sou terapeuta da fala desde 2008 e desde então que exerço o que para mim é a melhor profissão do mundo!

Trabalho em diferentes contextos:

🏡Domiciliar (grande Porto);

💻Sessões por videochamada;

🏣Clínica;

Sou uma profissional em constante formação. Sou mestre em psicopatologia da comunicação e linguagem, pós-graduada em comunicação, linguagem e fala e formada nos 3 níveis de processamento auditivo central. Além disso, participo em várias formações de curta duração nas temáticas da linguagem oral e escrita, em perturbações dos sons da fala e autismo.

A minha grande paixão é a área da linguagem oral e escrita e por isso participo regularmente em formações para educadoras de infância e professores do 1º ciclo.

Neste blog poderá consultar os principais sinais que poderão requerer uma intervenção profissional, bem como os métodos e soluções atualmente utilizadas no âmbito da Terapia da Fala.

Se tiver alguma dúvida ou desejar marcar uma consulta de avaliação, não hesite em contactar-me. 📩

terça-feira, 9 de abril de 2013

Síndrome de Asperger


0 Síndrome de Asperger (SA) é uma perturbação global do desenvolvimento que faz parte do espectro autista. As principais dificuldades do autismo e SA são as mesmas, sendo que no SA estas manisfestam-se de forma mais ligeira e normalmente sem défice cognitivo. Segundo Costa(1997), o autismo clássico refere-se a indivíduos com um conjunto bastante definido de sinais e sintomas fáceis de diagnosticar.  Por outro lado, o SA refere-se aqueles que constituem excepções  apresentando inteligencia normal ou quase normal e um funcionamento bastante mais adequado do que o autismo clássico. 
 O Síndrome de Asperger é, então, definida como uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações na interação social, na comunicação e no comportamento, estando classificada num subgrupo do espectro de autismo.
Em Portugal, estima-se que o numero de crianças afetadas ronde os 40 mil, verificando-se uma maior prevalência no sexo masculino - cerca de 5 rapazes para 1 rapariga.

Principais características do síndrome de Asperger: 


  • Ausência de empatia, não por incapacidade mas por dificuldade em expressar sentimentos;
  • Interação  inadequada;
  • Capacidade reduzida (ou mesmo ausente) para estabelecer amizades; 
  • Discurso muito formal e repetitivo (muitas das vezes fora do contexto);
  • Comunicação não verbal pobre (poucas expressões faciais); 
  • Interesse e atividades restritivas;
  • Fraca coordenação motora e posturas corporais estranhas ou desajeitadas.
Perfil característico das competências linguísticas:
  • O padrão inclui frequentemente um atraso ligeiro no início da fala;
  • Contato ocular reduzido;
  • Discurso pouco coeso;
  • Dificuldades em iniciar e manter turnos e tópicos na conversação;
  • Erros de pragmática (forma como a linguagem é utilizada);
  • O vocabulário tende a ser fluente e avançado, a escolha de palavras invulgar e o discurso algo “pomposo” ou formal;
  • Alterações de prosódia, como entoação exagerada velocidade de discurso aumentada, altura tonal muitas vezes exagerada e sensação de voz robotizada; 
  • Podem utilizar incorretamente os pronomes pessoais ou, por exemplo, usar o nome próprio em vez de eu ou tu;
  • Alterações na compreensão, incluindo interpretações literais (duplos sentidos, metáforas);
  • Verbalização de pensamentos (o constante pensar em voz alta);
  • Discurso com muitas ecolálicas (repetição de palavras e sons que a criança tenha ouvido recentemente ou bastante tempo atrás); 


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Níveis de autismo



Dentro da perturbação do espectro autista (PEA) existe uma enorme variabilidade de características que a criança pode apresentar. Assim a PEA é um conjunto de perturbações do neuro-desenvolvimento que apresentam uma serie de caraterísticas comuns. Estas perturbações manifestam-se, com maior ou menor intensidade, através de dificuldades muito especificas nas áreas da interação social, comunicação e interesses.


É necessário considerar o autismo uma síndrome na qual se encontra um leque de gravidade que possui num extremo quadros severos (autismo não verbal) e no outro quadros leves (como a desordem de Asperger ou de transtorno Invasivo não especificado). Entre esses dois extremos são encontrados os graus intermediários de autismo.

Ao nível da linguagem, as crianças com PEA apresentam um atraso de desenvolvimento da linguagem tanto ao nível da expressão como da compreensão. Este atraso pode ir nos casos mais severos á ausência total da fala (mutismo), sendo que nos casos em que há desenvolvimento da linguagem oral é constituída por palavras isoladas ou inventadas, ecolália (repetição de palavras) em alguns casos, a utilização de palavras e expressões desadequadas para a idade da criança. A fala destas crianças é muitas vezes desajustada e repetitiva. Ao nível da compreensão estas crianças normalmente também apresentam alterações, dependendo da severidade do quadro de autismo. 





terça-feira, 2 de abril de 2013

Espectro do autismo

Espectro do autismo




O Autismo consiste numa disfunção do funcionamento cerebral, de início na infância, caracterizando-se por um desenvolvimento intelectual desequilibrado, afetando igualmente a capacidade de socialização do indivíduo. Assim, considera-se um conjunto de alterações que são comuns à ampla variedade de condições incluídas no conceito de Espectro do Autismo:

1- Alterações ao nível da interação social (conhecimento dos códigos de interação social);
2- Alterações ao nível da comunicação (verbal e não verbal);
3- Alterações ao nível da imaginação e jogo simbólico(Pouca flexibilidade do pensamento,rigidez e pouca imaginação);

Este conjunto de alterações que definem o problema central do Autismo, fazem-se sempre acompanhar por um padrão de atividades repetidas e estereotipadas.

Sinais precoces de alerta

  • Dificuldade no contacto visual;
  • Reacção estranha aos sons
  • Rejeição do contacto corporal
  • Anomalias no brincar/socialização
  • Criança demasiado sossegada, sem necessidade de atenção
  • Falta de expressão facial
  • Falta de reacções antecipatórias às rotinas diárias
  • Problemas na alimentação/Hiperselectividade


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A importância do período pré-linguístico



O primeiro ano de vida do bebé representa um período muito importante para o desenvolvimento da linguagem, embora durante ele a criança possa não ter ainda pronunciado uma única palavra. Este período que alguns autores designam de pré-linguístico tem a função de estabelecer toda uma rede de pré-requisitos fundamentais para que a criança possa mais tarde usar a língua materna. É no período pré-linguístico que se desenvolve a intencionalidade comunicativa, sendo que esta é um pré-requisito essencial para o desenvolvimento das competências de interacção, de comunicação e consequentemente para a aquisição e desenvolvimento da linguagem.

O período pré-linguístico representa não só uma fase essencial do desenvolvimento como a única fase reconhecida como sendo universal no desenvolvimento linguístico da criança. Isto significa, por um lado, que é uma fase mundialmente descrita nos mesmos parâmetros, independentemente dos códigos linguísticos e das culturas pertencentes aos inúmeros países. Isto também significa que um bebé surdo de nascença, passará por esta fase de desenvolvimento praticamente nos mesmos moldes. Além disso, esta é a fase onde se notam menos diferenças interindividuais.

O processo de discriminação auditiva inicia-se muito precocemente quando o bebé com poucas semanas já é capaz de distinguir a voz da mãe das restantes vozes humanas.
Nas primeiras oito semanas de vida, o recém-nascido tem a sua comunicação extremamente reduzida. Ele só tem à sua disposição o choro reflexo, já que é através dele que terá as suas necessidades atendidas pelos pais, seja o frio, a fome, a dor, etc. Este comportamento é desprovido de qualquer tipo de intencionalidade, tratando-se apenas de actos reflexos, no entanto, a mãe sobreinterpreta essa intenção. O bebé chora porque tem fome, dor ou desconforto, no entanto, não o faz com o intuito de afectar os outros, ou seja, é desprovido de intencionalidade (Yoder et al, s/d). Deste modo é de salientar a importância das respostas contingentes por parte da mãe, pois permite ao bebé começar a perceber que os seus comportamentos produzem uma reacção na mãe.

Para além do choro, o bebé produz sons vegetativos ou guturais (sons fisiológicos), nomeadamente, espirros, soluços, suspiro, tosse, e.t.c. Estes sons estão intimamente ligados às funções básicas de vida e incluídos como parte integrante de rotinas repetidas frequentemente ao longo do dia. Eles podem igualmente como o choro, serem objecto de interpretação, ou seja, serem descodificados como portadores de uma mensagem reflexa. Tanto os sons guturais como o choro preparam os órgãos fonoarticulatórios à passagem do ar, o que tem um aspecto estimulante na futura produção da fala.

Da oitava à vigésima semana, o bebé torna-se mais responsivo, ou seja, menos reflexo. Ele começa a saber manifestar a sua satisfação, o seu bem-estar, o seu gosto pela companhia dos seus interlocutores. Nesta fase é possível observar-se os primeiros sorrisos e produções caracterizadas por sons muito semelhantes aos arrulhos dos pombos, o chamado palreio, o que consiste numa cadeia de sons vocálicos, particularmente sequências de [o], e sons consonânticos, principalmente [g] e [k].
Tanto o sorriso como o palreio representam um passo significativo no processo interactivo. Com efeito, é por meio do palreio que se manifesta o domínio da regra básica da interacção comunicativa, denominada pegar a vez ou turn-taking, começando assumir um papel activo na comunicação, tomando a sua vez, interpretando o seu papel e aprendendo que cada um tem um papel complementar.

Nesta fase a mãe deve assegurar que a sua interpretação dos sons produzidos pelo bebé corresponda verdadeiramente ao estado de espírito de bebé. Uma interpretação concreta da parte do adulto leva o bebé a sentir-se compreendido, a ter confiança na eficácia da sua comunicação e a ter padrões de expressão que ele poderá também descodificar e compreender pouco a pouco nos outros. Nesta etapa as rotinas diárias são muito importantes, pois vão fornecer as bases para a primeira aprendizagem semântica. Não é que o bebé vá logo produzir ao nível semântico, mas vai ter oportunidade de atribuir, através do adulto, uma primeira denominação dos objectos que a rodeiam.

Ao palreio segue-se a transição para a lalação. Esta transição é caracterizada pela produção de segmentos silábicos isolados em que o som vocálico ou consonântico são exageradamente prolongados e acompanhados de variações de intensidade e tom. Trata-se de uma espécie de jogo que exige algum controlo vocálico, prepara a vocalização
Dentro da lalação o balbucio é uma fase muito importante que se inicia por volta do quinto, sexto mês e que permanece até ao oitavo ou nono mês. Nesta fase o bebé inicia o processo de imitação de sons. O balbucio não é uma verdadeira forma de linguagem, uma vez que não possui o propósito de comunicação, mas uma actividade lúdica no nível sensório-motor. Nesta fase a criança ainda não tem a intenção de comunicar.

A estrutura reduplicada consoante/vogal, caracterizada da lalação, dá lugar a produções de não reduplicação. A partir desta altura as produções do bebé aproximam-se cada vez mais de palavras, registando-se, em alguns casos, a existência de proto-palavras. Por proto-palavras entende-se a utilização consistente, por parte da criança, de uma cadeia fónica para designar um objecto ou uma situação, sem correspondência ao léxico do adulto. È também nesta altura que se regista a ocorrência de sequencias de sons com variações de acentuação e padrões de entoação diversificados.

Após esta fase aparecem as primeiras palavras, sendo que para muitos autores é nesta fase que acaba o período pré-linguístico e começa o período linguístico.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cuidados a ter com a voz



Evite:
• Tossir ou pigarrear;
• Gritar ou falar muito alto;
• Utilizar frases muito extensas que possam alterar o ciclo respiratório normal;
• Cantar para além dos seus limites vocais;
• Posturas incorrectas, roupas apertadas e sapatos de salto muito alto;
• Fumar ou frequentar ambientes com muito fumo;
• Bebidas alcoólicas, gaseificadas ou com muita cafeína, bem como alimentos ou comidas muito quentes ou muito frias.

Soluções:
• Beba água quando lhe apetecer pigarrear e certifique-se que as suas pregas vocais estão bem hidratadas bebendo pelo menos 1,5l de água por dia;
• Aproxime-se das pessoas quando lhes quer falar, tente usar métodos alternativos à voz para chamar a atenção (gestos, bater palmas,…);
• Utilize frases curtas e fale lentamente, realizando pausas para inspirar;
• Consulte um professor de canto e/ou técnica vocal;
• Use roupas que não lhe prendam os movimentos, sapatos não muito altos (idealmente, sem salto) e adopte posturas que permitam o equilíbrio e uma boa respiração;
• O fumo do cigarro é irritante às mucosas do tracto vocal, provocando desidratação e alterações na sua estrutura;

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Estimulação da expressão verbal





- Aceitar todas as vocalizações com intenção que a criança apresente.

- Estimular a criança a produzir cada vez mais sons e palavras, através das produções corretas do adulto.

- Devem ser verbalizadas todas as atividades que forem sendo realizadas no dia-a-dia da criança.

-Com base numa palavra que a criança diga, formular uma frase simples e com mais vocabulário (Ex: a criança diz “mãe” quando vê o carro da mãe – deve-se responder “É o carro da mãe”)

- Evitar aceitar os gestos ou os sons que a criança diga em vez da palavra (exigir a produção oral – quer por repetição, quer espontaneamente - uma única vez por gesto ou som produzido).

-Pedir à criança para ser ela a contar os contos ouvidos e situações vividas por ela.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Como estimular a linguagem compreensiva

ESTIMULAÇÃO DA COMPREENSÃO VERBAL


- Estabelecer uma relação privilegiada de face-a-face.

- Pedir à criança para cumprir ordens: dá, põe e tira.

- Pedir à criança para identificar os seus familiares pessoalmente e depois em fotografias. (Ex: Onde está a mãe?)

- Pedir à criança para mostrar algumas das partes do seu corpo. (Ex: Onde estão os olhos?; Onde está o nariz?)

- Mostrar alguns objetos e pedir à criança para os identificar. (Ex: Onde está o carro?)

- Fazer o mesmo com animais e pessoas. (Ex: Onde está o gato?; Onde está o bebé/a menino?)

- Pedir à criança que cumpra pequenas ordens com objetos do seu dia-dia. (Ex: Põe o bebé na cama; Põe a bola dentro do copo...)

-Pedir à criança que identifique objetos pela sua função. (Ex:o que é que calçamos...)

- Pedir à criança que identifique pessoas e animais pelos seus atributos. (Ex: Que animal ladra?)

- Pedir à criança que emparceire e depois identifique cores, tamanhos, posições e negativas. (Ex: Qual o que não é menino?; Dá-me todos os animais menos o cão.)

- Apresentar com clareza os elementos linguísticos que a criança necessita.

- Evitar condutas contraproducentes (ex: imitação e produções incorretas).