Bem - Vindo ao Meu Espaço
Olá a todos!
Sou terapeuta da fala desde 2008 e desde então que exerço o que para mim é a melhor profissão do mundo!
Trabalho em diferentes contextos:
🏡Domiciliar (grande Porto);
💻Sessões por videochamada;
🏣Clínica;
Sou uma profissional em constante formação. Sou mestre em psicopatologia da comunicação e linguagem, pós-graduada em comunicação, linguagem e fala e formada nos 3 níveis de processamento auditivo central. Além disso, participo em várias formações de curta duração nas temáticas da linguagem oral e escrita, em perturbações dos sons da fala e autismo.
A minha grande paixão é a área da linguagem oral e escrita e por isso participo regularmente em formações para educadoras de infância e professores do 1º ciclo.
Neste blog poderá consultar os principais sinais que poderão requerer uma intervenção profissional, bem como os métodos e soluções atualmente utilizadas no âmbito da Terapia da Fala.
Se tiver alguma dúvida ou desejar marcar uma consulta de avaliação, não hesite em contactar-me. 📩
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Consciência fonológica e a sua importância na leitura e escrita
O que é a consciência fonológica
Desenvolvimento da Consciência fonológica
- Dos 3 aos 4 anos, a crianças segmentam palavras em silabas (2/3 silabas), identificam rimas e alterações;
- Aos 4 anos, as crianças realizam segmentam palavras maiores e frases;
- Aos 5 anos, as crianças realizam omissão e manipulação de silabas e começam a ter noção do fonema;
- Aos 6 anos, as crianças são capazes de realizar a maioria das atividades, embora ainda tenham algumas dificuldades ao nível da realização de tarefas fonémicas
- Consciência fonológica e aprendizagem da leitura e escrita
Sinais de alerta
- Fala tardia;
- Dificuldades em memorizar canções, histórias, lengalengas, rimas...;
- Alterações articulatórias;
- Dificuldades em realizar segmentação silábica;
- Dificuldades em realizar segmentação silábica e fonémica;
- Dificuldade em discriminar sons parecidos (k/g, v/f, j/ch...)
- Dificuldade em adquirir o sistema alfabético (som-letra);
- Erros na leitura e escrita de sons semelhantes;
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Escrita
- Disortografia- consiste num “(…) conjunto de erros de escrita que afectam a palavra mas não o seu traçado ou grafia” (Garcia Vida, 1989, cit in: Torres & Fernández). Quando se fala em disortografia dá-se importância à aptidão para transmitir o código linguístico falado ou escrito por meio de grafemas ou letras correspondentes, respeitando a associação correcta entre os sons e as letras, as pecularidades ortográficas de algumas palavras em que essa correspondência não é tão clara, e as regras de ortografia. Muitas vezes os erros ocorrem porque as crianças cometem erros na fala (ex. substituições de sons) e estas alterações podem.se reflectir na escrita. Pois no inicio as crianças escrevem exactamente como falam. Portanto, muitas vezes é necessário resolver o problema de linguagem verbal para que as crianças deixem de dar erros na escrita. Nesta alteração muitas vezes o Terapeuta da Fala tem um papel importante em termos de intervenção.
- Disgrafia- este conceito é abordado em dois contextos: o contexto neurológico relativo às afasias e a abordagem funcional da disgrafia. No primeiro estão incluídas as agrafias que constituem uma manifestação da afasias e implicam anomalias do grafismo, as quais representam, de certo modo, equivalentes articulatório da linguagem. No segundo trata-se de perturbações da escrita que surgem em crianças, e que não correspondem a lesões cerebrais ou problemas sensoriais, mas a perturbações funcionais. Estas são mais fáceis de tratar do que as que têm um substrato neurológico, e são por isso mais susceptíveis de intervenção. Disgrafia é, no fundo, uma perturbação do tipo funcional que afecta a qualidade da escrita do sujeito, no que se refere ao traçado ou à grafia (Torres & Fernandez, 2001). Nesta alteração o Terapeuta da fala não é o profissional com competências para ajudar estas crianças.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Prematuridade
Hoje é o dia mundial da prematuridade, 17 de Novembro e por isso recolhi algumas informações sobre os bebés prematuros e o seu desenvolvimento e como o Terapeuta da Fala os poe auxiliar na primeira fase da vida destas crianças
- Geralmente tem baixo peso ao nascer
- Pele fina, brilhante e rosada
- Veias visíveis
- Pouca gordura sob a pele
- Pouco cabelo
- Orelhas finas e moles
- Cabeça desproporcionalmente maior do que o corpo;
- Musculatura fraca e pouca atividade corporal;
- Poucos reflexos de sucção e deglutição
- Gravidez múltipla;
- Idade avançada da mão;
- Problemas genéticos;
- Excesso de líquido amniótico;
- Excesso de esforço;
- Alterações placentárias;
- Infecções;
- ....
- Problemas respiratórios, cardiovasculares, digestivos e neurológicos;
- Infecções;
- Paralisia cerebral;
- Deficiência auditiva e/ou visual;
- Problemas de aprendizagem;
- Atrasos de desenvolvimento da linguagem;
- ...
- Incoordenação de sucção e deglutição;
- Utilização de sonda gástrica;
- Sucção fraca;
- Falhas respiratórias e /ou durante a alimentação;
- Reflexo de vómito exagerado e episódios de tosse durante alimentação;
- Irritabilidade severa ou problemas comportamentais durante a alimentação;
- subnutrição;
- História de pneumonias; quando existir preocupação com aspiração;
- letargia durante a alimentação;
- Período de alimentação mais longo que 30 – 40 min;
- Vómitos, refluxo nasal, refluxo gastroesofágico;
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Preparação de uma criança do ensino pré-escolar para o 1º ciclo
Os primeiros cinco anos de vida de uma criança são críticos. A sua relação e as suas primeiras experiências com o ambiente que a rodeia vão influenciar o desenvolvimento do cérebro, criando conexões neuronais que vão constituir a base para o desenvolvimento da linguagem, o raciocínio, a resolução de problemas, o comportamento e o seu bem-estar emocional - características que vão determinar, futuramente, o sucesso da criança na escola e na vida.
Existem, no entanto, alguns MITOS (de que se fala) sobre o papel que o Jardim-de-Infância deve ter na preparação da criança para a Escola Primária, que é bom esclarecer:
MITO 1 – Ensinar o alfabeto todo é fundamental para preparar uma criança para a escola primária.
VERDADE: Não é assim. Aprender o alfabeto não é realmente fundamental. Aos cinco anos seria, sobretudo, reflexo de uma memorização precoce. É mais importante que as crianças saibam reconhecer as letras e identificar os seus sons.
MITO 2 - As crianças precisam saber contar até 50, antes de entrar para a escola primária.
VERDADE: Não é assim. Embora seja importante que as crianças entendam a ordem dos números, é mais importante que entendam a correspondência de 1 para 1 (que cada número contado corresponde a um objeto, a uma pessoa, …) e compreendam a noção de quantidade.
MITO 3 – Quanto mais coisas a educadora ensinar à criança, melhor.
VERDADE: Não é assim. As crianças entendem melhor os conceitos quando são elas próprias que estão envolvidas, ativamente, na exploração e na aprendizagem, em vez de tudo lhes ser dito por alguém. O papel da educadora e dos adultos é mais o de estar perto a estimular e a guiar, de forma intencional, a sua aprendizagem.
MITO 4 - Quanto mais a estrutura do programa de um Jardim-de-Infância se parecer com o programa da Escola Primária, mais uma criança fica melhor preparada.
VERDADE: Não é assim. Uma criança pequena aprende melhor num ambiente onde pode escolher a área onde quer brincar, onde possa selecionar os próprios materiais, pelo menos numa parte do dia, e onde lhe é dada liberdade para tentar fazer coisas novas, com o apoio da educadora que a orienta na sua aprendizagem e nas suas descobertas.
MITO 5 - As crianças precisam de estar caladas na sala para aprender melhor.
VERDADE: Não é assim. As crianças pequenas precisam de um ambiente onde se fale bastante, rico de palavras, onde os adultos criam interações para elas poderem desenvolver a linguagem e aprender novas palavras.
MITO 6 – Para aprender a escrever, deve saber desenhar todas as letras.
VERDADE: Não é assim. Embora aprender o desenho da letra tenha valor, para uma criança pequena, o mais importante é entender que se pode fazer o registo das ideias no papel. Quando uma criança faz alguns rabiscos e diz: "este é o meu pai", ou quando escreve o seu nome num desenho, a criança começa a fazer, realmente, as associações significativas entre a palavra falada e a palavra escrita.
Em síntese:
Nem sempre saber “mais e mais cedo” é o melhor. Mais do que ensinar "matérias escolares" para preparar a criança para a escola primária, o que é mais importante no jardim-de-infância é dar à criança oportunidades de explorar e fazer as suas experiências num ambiente onde a educadora e os adultos assumem o papel de alguém que apoia, guia e ajuda, com intencionalidade, a expandir a sua própria aprendizagem.
E se é verdade que um Jardim-de-Infância deve ajudar na transição, também não é menos verdade que a Escola Primária (o que nem sempre acontece ou da melhor forma) deve dedicar as primeiras semanas do primeiro ano
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Atuação do terapeuta da fala na deficiência auditiva
Verificam-se as seguintes alterações:
- Voz:: Alteração das qualidades vocais pela ausência de feed-back auditivo.
- Fala: Alteração miofuncional dos órgãos fono-articulatórios, ocasionada pelo pouco ou nenhum uso destes para a fala, prejudicando desta forma a produção adequada dos fonemas da língua..
- Linguagem: Atraso dos processos linguísticos e/ou cognitivos devido a falta ou demora na exposição e aquisição de uma Língua.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Trissomia 21 e a linguagem
- Olhos com posição oblíqua
- Cara
redonda
- Protrusão da língua
- Atraso na erupção dentária
- Mandíbula pequena
- Pescoço
curto
- Hipotonia muscular
- Orelhas pequenas
- Mãos
e pés largos com dedos curtos
- Espaço
entre o 1º e 2º dedo
- Pele cianosada
- Baixa
estatura






