Bem - Vindo ao Meu Espaço
Olá a todos!
Sou terapeuta da fala desde 2008 e desde então que exerço o que para mim é a melhor profissão do mundo!
Trabalho em diferentes contextos:
🏡Domiciliar (grande Porto);
💻Sessões por videochamada;
🏣Clínica;
Sou uma profissional em constante formação. Sou mestre em psicopatologia da comunicação e linguagem, pós-graduada em comunicação, linguagem e fala e formada nos 3 níveis de processamento auditivo central. Além disso, participo em várias formações de curta duração nas temáticas da linguagem oral e escrita, em perturbações dos sons da fala e autismo.
A minha grande paixão é a área da linguagem oral e escrita e por isso participo regularmente em formações para educadoras de infância e professores do 1º ciclo.
Neste blog poderá consultar os principais sinais que poderão requerer uma intervenção profissional, bem como os métodos e soluções atualmente utilizadas no âmbito da Terapia da Fala.
Se tiver alguma dúvida ou desejar marcar uma consulta de avaliação, não hesite em contactar-me. 📩
quarta-feira, 5 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Aprender a Falar
O seu bebé reage a sons, olha e/ou move a cabeça em direcção ao som
Produz sons
Fale com o seu bebé de modo calmo e carinhoso
Cante para ele
Explique-lhe os sons que ouve
Nomeie as pessoas familiares e os objectos que o rodeiam
Converse com ele sobre o que está a fazer
Procure ajuda
Observe se o seu bebé reage a sons, se não consulte o seu médico
Procure ajuda se ele evita o contacto ocular – base da comunicação
Aos 12 meses
Compreende ordens simples
Diz ‘mamã’ e ‘papá’
Responde ao seu nome
Brinque com a sua voz, o seu bebé irá gostar: a melodia da fala ajuda-o a compreender e a desenvolver a linguagem de modo efectivo.
Ajude o seu bebé a descobrir o prazer da comunicação: incentive todo o tipo de interacção – fazer caretas, sorrir, rir, olhar…
Nesta fase do desenvolvimento a TV não tem qualquer valor para um bebé
Não o deixe à frente da TV durante muito tempo, não promove a comunicação!
Procure ajuda
Se o seu filho não disser algumas palavras
Se o seu filho apenas comunicar com gestos e mímica
Aos 18 meses
Compreende instruções simples
Nomeia objectos familiares
O vocabulário aumenta
Fale com o seu bebé, utilize palavras e frases simples, mas não infantilizadas
Mostre-lhe livros e fale com ele sobre os mesmos
Estimule o interesse por cores e formas
Procure ajuda
Se o seu filho deixar de falar
Se a sua linguagem parar de se desenvolver
Se revelar sinais de deterioração
Aos 2 anos
Compreende instruções complexas
Diz o seu nome
Faz frases de 2-3 palavras
Enriqueça o seu vocabulário
Explique-lhe as palavras que desconhece
Repita as palavras que ele não pronuncia, mas não lhe peça para repetir
Procure ajuda
Se tem a sensação que o seu filho não a compreende
Se o seu filho disser apenas algumas palavras
Se o seu discurso for ininteligível
Se não produzir frases de 2 palavras
Aos 3 anos
Compreende frases simples, pequenas histórias
Faz perguntas
Utiliza alguns plurais e preposições
Ensine o seu filho a contar histórias, ajude-o a entender os seus pensamentos e sentimentos
Encoraje-o a deixar de usar o biberão e/ou chupeta
Procure ajuda
Se a fala permanece ininteligível
Se usa apenas alguns verbos e não produz artigos e adjectivos
Se não utiliza plurais
Se não constrói frases simples
Aos 4 anos
A fala do seu filho é ‘semelhante’ à do adulto em termos de gramática
Leiam histórias em conjunto, à vez vão
contando a história, deste modo estimula
uma atitude positiva para com a linguagem
e para com a leitura
As crianças seguem exemplos, deixe que
ele a veja ler
Procure ajuda
Se para o seu filho é difícil iniciar uma
frase ou repetir sílabas/palavras
Se constrói apenas frases curtas,
mal estruturadas
Se o seu discurso nem sempre é inteligível
Se ele não for capaz de recontar acontecimentos
Curta-metragem cordas
Cordas, ganhou o Prémio Goya 2014, na categoria de Melhor Curta Metragem de Animação espanhol.
O filme conta a história de uma menina doce que vive num orfanato, e que criou uma ligação muito especial com um novo colega de classe que sofre de paralisia cerebral. É também uma obra que fala de valores e sonhos, cativando o espectador desde o primeiro ao último minuto.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Consciência fonológica e a sua importância na leitura e escrita
O que é a consciência fonológica
Desenvolvimento da Consciência fonológica
- Dos 3 aos 4 anos, a crianças segmentam palavras em silabas (2/3 silabas), identificam rimas e alterações;
- Aos 4 anos, as crianças realizam segmentam palavras maiores e frases;
- Aos 5 anos, as crianças realizam omissão e manipulação de silabas e começam a ter noção do fonema;
- Aos 6 anos, as crianças são capazes de realizar a maioria das atividades, embora ainda tenham algumas dificuldades ao nível da realização de tarefas fonémicas
- Consciência fonológica e aprendizagem da leitura e escrita
Sinais de alerta
- Fala tardia;
- Dificuldades em memorizar canções, histórias, lengalengas, rimas...;
- Alterações articulatórias;
- Dificuldades em realizar segmentação silábica;
- Dificuldades em realizar segmentação silábica e fonémica;
- Dificuldade em discriminar sons parecidos (k/g, v/f, j/ch...)
- Dificuldade em adquirir o sistema alfabético (som-letra);
- Erros na leitura e escrita de sons semelhantes;
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Escrita
- Disortografia- consiste num “(…) conjunto de erros de escrita que afectam a palavra mas não o seu traçado ou grafia” (Garcia Vida, 1989, cit in: Torres & Fernández). Quando se fala em disortografia dá-se importância à aptidão para transmitir o código linguístico falado ou escrito por meio de grafemas ou letras correspondentes, respeitando a associação correcta entre os sons e as letras, as pecularidades ortográficas de algumas palavras em que essa correspondência não é tão clara, e as regras de ortografia. Muitas vezes os erros ocorrem porque as crianças cometem erros na fala (ex. substituições de sons) e estas alterações podem.se reflectir na escrita. Pois no inicio as crianças escrevem exactamente como falam. Portanto, muitas vezes é necessário resolver o problema de linguagem verbal para que as crianças deixem de dar erros na escrita. Nesta alteração muitas vezes o Terapeuta da Fala tem um papel importante em termos de intervenção.
- Disgrafia- este conceito é abordado em dois contextos: o contexto neurológico relativo às afasias e a abordagem funcional da disgrafia. No primeiro estão incluídas as agrafias que constituem uma manifestação da afasias e implicam anomalias do grafismo, as quais representam, de certo modo, equivalentes articulatório da linguagem. No segundo trata-se de perturbações da escrita que surgem em crianças, e que não correspondem a lesões cerebrais ou problemas sensoriais, mas a perturbações funcionais. Estas são mais fáceis de tratar do que as que têm um substrato neurológico, e são por isso mais susceptíveis de intervenção. Disgrafia é, no fundo, uma perturbação do tipo funcional que afecta a qualidade da escrita do sujeito, no que se refere ao traçado ou à grafia (Torres & Fernandez, 2001). Nesta alteração o Terapeuta da fala não é o profissional com competências para ajudar estas crianças.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Prematuridade
Hoje é o dia mundial da prematuridade, 17 de Novembro e por isso recolhi algumas informações sobre os bebés prematuros e o seu desenvolvimento e como o Terapeuta da Fala os poe auxiliar na primeira fase da vida destas crianças
- Geralmente tem baixo peso ao nascer
- Pele fina, brilhante e rosada
- Veias visíveis
- Pouca gordura sob a pele
- Pouco cabelo
- Orelhas finas e moles
- Cabeça desproporcionalmente maior do que o corpo;
- Musculatura fraca e pouca atividade corporal;
- Poucos reflexos de sucção e deglutição
- Gravidez múltipla;
- Idade avançada da mão;
- Problemas genéticos;
- Excesso de líquido amniótico;
- Excesso de esforço;
- Alterações placentárias;
- Infecções;
- ....
- Problemas respiratórios, cardiovasculares, digestivos e neurológicos;
- Infecções;
- Paralisia cerebral;
- Deficiência auditiva e/ou visual;
- Problemas de aprendizagem;
- Atrasos de desenvolvimento da linguagem;
- ...
- Incoordenação de sucção e deglutição;
- Utilização de sonda gástrica;
- Sucção fraca;
- Falhas respiratórias e /ou durante a alimentação;
- Reflexo de vómito exagerado e episódios de tosse durante alimentação;
- Irritabilidade severa ou problemas comportamentais durante a alimentação;
- subnutrição;
- História de pneumonias; quando existir preocupação com aspiração;
- letargia durante a alimentação;
- Período de alimentação mais longo que 30 – 40 min;
- Vómitos, refluxo nasal, refluxo gastroesofágico;




